A BUSCA DO RENASCIMENTO ESPÍRITA

Nelson Cardoso

Estudo 2.

  • Nelson Cardoso

No livro “O que é o Espiritismo”, Kardec apresenta na sua primeira parte, as questões colocadas por três Pessoas, representando três segmentos de questionadores da Doutrina Espírita. Questões relevantes, que talvez parte delas, ele próprio teria se feito, ao longo de suas pesquisas.

Nas respostas dadas, temos uma riqueza de conhecimento. Observamos que ele evita a polêmica e a discussão irrelevante, ao mesmo tempo fornece base para a pessoa obter esclarecimentos, se for esta a sua intenção.

Claro fica, que para questionamentos bem intencionados, necessário se torna conhecer o assunto! Não havendo, senão a vontade de denegrir ou depreciar, o diálogo se torna desnecessário e inócuo.

Espiritismo e espiritualismo

Pergunta do Visitante: “Eu vos perguntaria, primeiro, que necessidade haveria de criar as palavras novas de Espírita, Espiritismo para substituir as de , Espiritualismo, Espiritualista, que estão na linguagem popular e compreendidas por todo o mundo? Já ouvi tratar essas palavras de barbarismos.”

Kardec: (…) “ESPIRITUALISTA é aquele ou aquela cuja doutrina é oposta ao materialismo. Todas as religiões, necessariamente, estão baseadas no espiritualismo, Quem crê haver em nós oura coisa além da matéria, é espiritualista, o que não implica na crença nos Espíritos. (…) Para coisas novas, é preciso palavras novas, se quer evitar equívocos.

(…) Todo Espírita é necessariamente, espiritualista, sem que todos os espiritualistas sejam espíritas.

(…) Essas palavras não são, aliás, mais bárbaras que todas aquelas que as ciências, as artes e a industria criam cada dia.

(…) Há pessoas que, por espírito de contradição, criticam tudo que não provem delas e desejam aparentar oposição; aqueles que levantam tão miseráveis contestações capciosas, não provam se não uma coisa: a pequenez de suas ideias, Prendem-se a semelhantes bagatelas é provar que se tem pouco de boas razões.”

= A mesma dificuldade, ocorre com a palavra religião. O espiritismo não é uma religião. Porém até hoje não se conseguiu uma palavra distinta. O Espiritismo não possui dogmas, rituais, cultos e sacerdotes. Kardec aceitou que usasse esta palavra, no sentido moral, uma espécie de religiosidade, pois não existe uma palavra para diferenciar. A Doutrina Espírita é ciência e filosofia.

Na filosofia, encontramos toda a moral e ética humanas.

Grandes ensinamentos morais foram apresentados por filósofos em todos os tempos. Podermos citar um: Platão (427 AC), discípulo de Sócrates. É dele o “Mito da Caverna” (1), presente na obra “A República”.

Vários filósofos estão entre os grandes homens que, de tempo em tempo, impulsionam o progresso da humanidade.

(1) A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Por João Francisco P. Cabral
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

Brasilescola.uol.com.br

Como define Kardec na questão 111 – segunda classe – ESPÍRITOS SUPERIORES, em O Livro dos Espíritos: “Quando por exceção, encarnam na Terra, é para cumprirem missão de progresso, oferecendo-nos o modelo de perfeição a que a humanidade pode aspirar neste mundo.”

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